By Cristovão Tezza

About the author:

Cristovão Tezza was once born in Lages, within the southern Brazilian kingdom of Santa Catarina, in 1952. he's the writer of thirteen novels, released in 7 languages, and the winner of many literary prizes, together with the Jabuti Prize, the Portugal-Telecom Award, the São Paulo Literature Award, Petrobrás Literature Award, Brazilian Academy of Letters, São Paulo artwork Critics' organization Award, the Zaffari & Bourbon Prize, Bravo, France's Charles Brisset Award, and a nomination for the 2012 IMPAC-Dublin Award. short area among colour and coloration was once the winner of the 1998 Brazilian nationwide Library's Machado de Assis Award.

Sobre o livro:

Organizada por Christian Schwartz e ilustrado por Benett, Um operário em férias abriga cem crônicas de um dos mais importantes autores contemporâneos – Cristovão Tezza. A obra conta com textos sobre literatura, futebol, viagens e temas cotidianos.

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Tudo bem — a malandragem quase inocente faz parte da cultura do futebol, o pai explorando o filho, de modo que lá fomos nós, no jogo an important contra o Vitória, onde recebemos, num encontro de uma simpatia e de uma simplicidade maravilhosas do Departamento de Imprensa do clube, uma placa muito bonita, que já está em lugar de honra aqui em casa. E mais duas camisas personalizadas e autografadas, que, junto com a placa, tornaram-se objeto de veneração dos atleticanos amigos, veneração regada a cerveja e a gritos em cada lance emocionante, que têm sido em grande número — é verdade que em geral mais de susto que de alegria, mas vamos levando. E que jogo contra o Vitória! Como se repetiria contra o Botafogo, tudo certo, o time jogando razoavelmente, exceto aquele chute ultimate que põe a bola na rede, mas que para nós se recusa a entrar. Uma tortura chinesa. Antes de começar, perguntaram ao Felipe qual seu ídolo, e ele tascou imediatamente “Alan Bahia! ” — justíssimo, afinal, porque foi o Alan Bahia que fez o gol da vitória e o milésimo gol atleticano nos Brasileirões, além de nos salvar, com um golaço, de uma derrota contra o Botafogo. Mas ecu acho que o verdadeiro herói atleticano deste ano, dentro de campo, foi o [goleiro] Galatto, que com a ponta dos dedos vem nos resgatando de um desastre muito maior; e, fora do campo, nosso São Geninho, esse técnico extraordinário cuja misteriosa alquimia com o rubro-negro em poucas semanas transformou uma nau de desesperados em alguma coisa sólida parecida com um time de futebol e até com momentos verdadeiramente bons. O homem certo, no lugar certo, na hora certa — poderia ter sido já lá naquela fatídica terceira rodada para nos poupar de um ano tão ruim, mas nesse caso o futebol teria lógica e perderia a graça. Parece que alguma substância masoquista faz parte inseparável desse esporte. Torcemos para sofrer, e sofremos mesmo — não é brincadeira. Mas sofreríamos muito mais se não tivéssemos o Geninho para acertar o time. Pela primeira vez levar um gol já não é derrota certa; pela primeira vez, duas vitórias seguidas; pela primeira vez, uma boa sequência sem perder. Ainda estamos a perigo, mas não tenho nenhuma dúvida de que nos livramos da queda. As razões técnicas ficam para os especialistas em futebol da Gazeta, dos quais sou leitor aprendiz e atento. Falo como torcedor mesmo, dos tribais, que tentam desviar a bola para a rede só com a força do pensamento. [25/11/2008] NIETZSCHE, O ETERNO RETORNO E O FUTEBOL No último domingo, pela manhã, deixei prontinha uma bela crônica falando sobre Nietzsche, a teoria do eterno retorno e sua relação com o futebol — e, é claro, a vitória espetacular do Atlético sobre o Coritiba, o que já teria lhe garantido a taça por antecipação. Imaginei entrevistas alegres e calorosas no ultimate do jogo, antecipei a festa aqui em casa e a comemoração com os vizinhos. Fiquei calculando até o que ia dizer ao dentista coxa-branca, que, um ano atrás, usou a broca como vingança, enquanto ecu, amarrado na cadeira, não podia responder.

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