By Cristovão Tezza

About the author:

Cristovão Tezza used to be born in Lages, within the southern Brazilian nation of Santa Catarina, in 1952. he's the writer of thirteen novels, released in 7 languages, and the winner of many literary prizes, together with the Jabuti Prize, the Portugal-Telecom Award, the São Paulo Literature Award, Petrobrás Literature Award, Brazilian Academy of Letters, São Paulo paintings Critics' organization Award, the Zaffari & Bourbon Prize, Bravo, France's Charles Brisset Award, and a nomination for the 2012 IMPAC-Dublin Award. short house among colour and colour used to be the winner of the 1998 Brazilian nationwide Library's Machado de Assis Award.

Sobre o livro:

O presente quantity - exclusivo em edição electronic - é uma reunião de textos críticos de Cristovão Tezza, publicados em jornais, revistas e livros, de 1995 a 2013. Há resenhas mais breves, que saíram em jornais e revistas, como Folha de S.Paulo, Veja, O Estado de S.Paulo e O Globo; outras mais extensas, publicadas em cadernos literários; e ensaios de maior fôlego, como posfácios e conferências. O livro - que é prefaciado pelo crítico Manuel da Costa Pinto - inclui ainda duas palestras e uma crítica inéditas.

Esta coletânea registra a formação crítica de um escritor buscando partilhar por escrito o que pensa da literatura e pondo-se à prova diante de exemplos reais. Leitor onívoro, Cristovão Tezza faz uma viagem pessoal sobre obras clássicas e contemporâneas, numa lista que contempla, entre muitos outros, autores como Faulkner, Sartre, William Golding, Flannery O'Connor, Junichiro Tanizaki, J. M. Coetzee, John Berger e Michel Houellebecq. Dos mais de 20 títulos brasileiros comentados, incluem-se obras de Dalton Trevisan, Rubens Figueiredo, Marçal Aquino, Sergio Sant'Anna, Bernardo Ajzenberg, Carlos Heitor Cony e Rubem Fonseca.

No prefácio ("Xadrez em Curitiba"), o crítico Manuel da Costa Pinto assinala a capacidade de Cristovão Tezza "articular um universo incomensurável de leituras com uma vivência que, no seu caso, pode incluir desde o competente diletantismo num jogo de tabuleiro, ou o metódico senso analítico do relojoeiro que ele foi, até uma compreensão do “espírito da prosa” (título de sua autobiografia literária) que resulta da dupla condição de professor, de estudioso da língua, e de ficcionista que restaurou, no romance brasileiro, uma orientação crítica conquistada exatamente pela percepção de como as linguagens ficcionais e não-ficcionais estabelecem diferentes ancoragens no real."

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Wooden, op. cit. , pp. 93-119. ), embora formada e criada num ninho de segregação. Do ponto de vista biográfico, entretanto, é interessante lembrar que muito de sua posição pública diante do problema decorre de sua concepção teológica do mundo, segundo a qual o racismo se inscreve não no capítulo dos problemas sociais de Estado, mas no infinito universo do pecado humano. Isto é, o racismo é um pecado, não um problema social; visto assim, ele se inscreve no campo do indivíduo, no mundo das escolhas individuais. Em última instância, isso significa a negação da separação entre Igreja e Estado, o que é coerente com sua visão de mundo e com a própria visão de mundo do Sul dos Estados Unidos, de que ela, quisesse ou não (e ela quis, de fato), será uma herdeira. Pode-se mesmo ver como ingenuidade idiossincrática esse olhar exclusivo pelo peso do indivíduo: O’Connor gostava de Martin Luther King, por considerá-lo alguém “autêntico”, mas recusou-se a falar com o escritor e ativista negro James Baldwin, para ela um homem arrogante. (“Seu desdém pelos ativistas negros, como James Baldwin, não period baseado na raça mas na atitude. Na visão de O’Connor, Baldwin period um arrogante sabichão, e ela não queria nada com ele. Diferentemente, ela admirava muito Martin Luther King por conta de sua genuína espiritualidade. ” M. Simpson, op. cit. p. ninety eight) Para a literatura, entretanto, interessa o que ela escreveu. A rigor, nenhum escritor sobrevive a uma boa biografia. É na literatura que o olhar reorganiza o caos fragmentário da vida cotidiana para lhe dar sentido, um sentido que transcende a limitação person porque é feita das linguagens sociais coletivas de que o escritor se serve para, por recorte, achar seu próprio lugar no mundo. E aí a questão racial, em Flannery O’Connor, sem nenhum sentimentalismo ou ativismo político, ganha uma intensidade crítica e dramática raras vezes vista na literatura. Seus contos – entre todas as outras qualidades do seu texto ­– são uma denúncia agressiva, violenta, minuciosa, detalhada, da estupidez do racismo, sempre que o tema entra em cena, o que acontece com frequência. Mais uma vez, será o poder de sua observação realista, uma observação implacável, aguda e sutil, atenta a cada detalhe, que nas mãos da narração surge ainda não contaminada por uma intenção ideológica, que dá o ponto de partida. No conto “O gerânio”, o velho Dudley sai do Sul e vai morar com a filha em Nova York. É um homem caipira que jamais viu uma cidade grande: “Em Atlanta ele tinha ido uma vez, quando period criança, e Nova York tinha visto num filme, O ritmo da cidade grande. ” Está odiando o apartamento, e sente falta de sua paisagem nativa. Lembra de Rabie, o negro com quem ele passava o dia pescando. É, na verdade, a sua única lembrança afetiva, que aparece aqui numa fusão sintática de duas vozes, o narrador e o personagem: “Que danado que period o Rabie! Ligeiro que nem fuinha, para surrupiar suas coisas, mas sabendo que só ele onde é que tinha mais peixes. Os miudinhos, o velho Dudley lhe dava.

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